Adptando-se às circunstâncias
O guerreiro luz as vezes se comporta como água, e flui por entre os muitos obstáculos que encontra.
Em certos momentos, resistir significa ser destruído; então, ele se adapta as circunstãncias. Aceita, sem reclamar, que as pedras do caminho tracem seu rumo através das montanhas.
Nisto reside a força da água: ela jamais pode ser quebrada por um martelo, ou ferida por uma faca. A mais poderosa espada do mundo é incapaz de deixar uma cicatriz em sua superfície.
A água de um rio adapta-se ao caminho que é possível, sem esquecer do seu objetivo: o mar. Frágil em sua nascente, aos poucos vai ganhando a força dos outros rios que encontra.
E, a partir de determinado momento, seu poder é total.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Sarau
É toda aquela reunião festiva entre amigos. Ouve-se música, assiste-se filme, filosofa, lê-se trechos de livros, faz-se poesia! Sarau é onde a gente reúne os amigos ligados a arte e cultura. Onde a gente soma conhecimentos e delícias, onde a gente descobre junto e vivencia! Sarau é, segundo os dicionários consultados, reunião festiva, dentro de casa, de clube ou de teatro, em que se passa a noite a dançar, a jogar, a tocar, etc. Também pode ser concerto musical de noite, assim como reunião de pessoas para recitação e audição de trabalhos em prosa ou verso.
Como surgiu :
Em 1998, um grupo de jovens (Dudu, Dênis, Piatã, Capi, Carla e Xu), cansados das poucas e superficiais alternativas culturais oferecidas na cidade, decidiram organizar um evento cultural diferente.No início sem um nome definido, tinham um objetivo claro: queriam um lugar que abarcasse todo tipo de manifestação cultural possível, incluindo as artes, debates e vivências.No transcorrer da formação do grupo, descobriram que existia algo semelhante: os Saraus. Para alguns um termo totalmente novo, o grupo adotou o nome "Sarau" para um projeto de ação cultural transformadora que era diferente do que se conhecia até então como Sarau.Encontraram rapidamente um local ideal para desenvolver o projeto: O Centro Cultural Elenko/KVA. Localizada em Pinheiros, era e é uma das maiores casas noturnas da cidade, com atividades culturais de diversos tipos - e o mais sincrônico: uma sala recém disponibilizada para algum tipo de atividade, naquele momento indefinida.Com apoio do Elenko, o Grupo deu início então, todas as sextas-feiras, ao projeto. De início foi um sucesso, que entre o segundo e quinto mês de duração esmoreceram, junto a afastamentos e conflitos no grupo.Mas logo o movimento recobrou sua força e foram se juntando novas pessoas. Artistas, estudantes, membros dos movimentos negro, anarquista e alternativos, gente de várias regiões da metrópole se tornaram frequentadores assíduos e encontraram ali um local para manifestar suas artes, suas idéias, ou simplesmente para observar e fazer amigos.
Se tornou um núcleo de verdadeira ebulição cultural, onde se conformaram grupos musicais, de teatro, inspirou e projetou poetas e pintores, além de ter se tornado para muitos uma escola de mobilização social e consciência cidadã.Aos poucos, o sarau Elenko foi se tornando cada vez mais comunitário, construindo uma filosofia e formando uma identidade que lhe é única. Em meio a crises esporádicas, hoje permace firme e forte.
SARAU - SER EU
por Rogério M. Cattoni
A palavra SARAU origina-se de SER EU.Origem esta intuitiva e misteriosa, de clareza.De dimensões intensas e oportunidades inimagináveis.Seres que fazem este tipo de manifestação o chamam de Sereu, agora... é preciso coragem para assim chamá-lo.Podemos chamá-lo em silêncio, como quisermos, de Sereu.Sarau não é só atividade de uns e outros, mas de todos aqueles que trabalham com o movimento de realidades paralelas e que pulam com alegria dentro destas realidades e sabem como fazer isso e ensinam para os que querem aprender de coração aberto. O sentimento máximo são Todos e a ajuda é vinda de todas as partes e a proteção é uma só e importante neste sentido de divergências. Protegê-lo é o movimento de guerreiros da nova/velha visão universal de vida. Isso é algo que vem junto com aqueles que estão no movimento de despertar para a nova criação.O Tudo É Uma Coisa Só>O Teatro Mágico
Composição: Fernando Anitelli
"Porque eu tinha irmão, tinha irmã, tinha eh...eh...primas,primos, prima... tudo junto...né?Tudo assim que nem nóis tá aqui agora..."Tem hora que a gente se perguntaPor que é que não se junta tudo numa coisa só?Boneca, panela, chinelo, carroO nó que eu desamarro surge pra me dar um nóVocê aparece de repente e coloca em minha frente a dúvida maiorSe tudo que eu preciso se parece,Por que é que não se junta tudo numa coisa só?Tem hora que a gente se perguntaPor que é que não se junta tudo numa coisa só?Balaio... de domingo eu não saioDe bambu e corda... só se for pra rezarLuz... no cabelo e nos olhosNo sorriso do justo feito pra iluminarCruz... na parede e no púlpitoNas nossas costas de súbitoPesadas pra se carregarPorta... abre e fecha o caminhoO balaio eu carrego sozinhoE ilumino esta cruz com meu jeito de andar... porque...Tem hora que a gente se perguntaPor que é que não se junta tudo numa coisa só?"A gente fica meio... meio desencontrado do que a gente é... né?... se abusá não dá nem tempo de aprendê as coisa..."Mãe, primo, pai, avô, padrinhoZelador, juiz, vizinhoTio, cunhado, irmão, avóFamília é um assunto complicadoQuem não gosto mora ao lado e o mais velho mora sóPois traga um colchão aqui pra salaPor que é que não se junta tudo numa coisa só?Tem hora que a gente se perguntaPor que é que não se junta tudo numa coisa só?Poeta, ouvidor, desenhista, músico, malabarista...Comediante o que forTodo mundo procura um lugar, pra poder compartilhar...Da dor e da alegriaSarau em Arcoverde só de sexta venho aqui reivindicarEu quero isso todo diaSarau na Arcoverde só de sexta venho aqui reivindicarEu quero isso todo dia"Para os manos daqui... para os manos de lá!"Tem hora que a gente se perguntaPor que é que não se junta tudo numa coisa só?Católico, evangélico, budista, macumbeiro, corintianoEspírita ou ateuTodo mundo busca a paz interna, tâmo aqui pra ser lanternaFoi assim que Ele escreveuPalavras e palavras e palavrasE ainda acham que o deus do outro não pode ser meuTem horas que a gente se perguntaPor que é que não se junta tudo numa coisa só?Quando juntarmos você comigo...Cordão umbilical e umbigoA gente vai ser só umE até lá eu não vou caminhar mais sozinhoO distante será meu vizinhoE o tempo seráA hora que eu quiser!!! Oras!!!Tem horas que a gente se perguntaPor que é que não se junta tudo numa coisa só?"
Como surgiu :
Em 1998, um grupo de jovens (Dudu, Dênis, Piatã, Capi, Carla e Xu), cansados das poucas e superficiais alternativas culturais oferecidas na cidade, decidiram organizar um evento cultural diferente.No início sem um nome definido, tinham um objetivo claro: queriam um lugar que abarcasse todo tipo de manifestação cultural possível, incluindo as artes, debates e vivências.No transcorrer da formação do grupo, descobriram que existia algo semelhante: os Saraus. Para alguns um termo totalmente novo, o grupo adotou o nome "Sarau" para um projeto de ação cultural transformadora que era diferente do que se conhecia até então como Sarau.Encontraram rapidamente um local ideal para desenvolver o projeto: O Centro Cultural Elenko/KVA. Localizada em Pinheiros, era e é uma das maiores casas noturnas da cidade, com atividades culturais de diversos tipos - e o mais sincrônico: uma sala recém disponibilizada para algum tipo de atividade, naquele momento indefinida.Com apoio do Elenko, o Grupo deu início então, todas as sextas-feiras, ao projeto. De início foi um sucesso, que entre o segundo e quinto mês de duração esmoreceram, junto a afastamentos e conflitos no grupo.Mas logo o movimento recobrou sua força e foram se juntando novas pessoas. Artistas, estudantes, membros dos movimentos negro, anarquista e alternativos, gente de várias regiões da metrópole se tornaram frequentadores assíduos e encontraram ali um local para manifestar suas artes, suas idéias, ou simplesmente para observar e fazer amigos.
Se tornou um núcleo de verdadeira ebulição cultural, onde se conformaram grupos musicais, de teatro, inspirou e projetou poetas e pintores, além de ter se tornado para muitos uma escola de mobilização social e consciência cidadã.Aos poucos, o sarau Elenko foi se tornando cada vez mais comunitário, construindo uma filosofia e formando uma identidade que lhe é única. Em meio a crises esporádicas, hoje permace firme e forte.
SARAU - SER EU
por Rogério M. Cattoni
A palavra SARAU origina-se de SER EU.Origem esta intuitiva e misteriosa, de clareza.De dimensões intensas e oportunidades inimagináveis.Seres que fazem este tipo de manifestação o chamam de Sereu, agora... é preciso coragem para assim chamá-lo.Podemos chamá-lo em silêncio, como quisermos, de Sereu.Sarau não é só atividade de uns e outros, mas de todos aqueles que trabalham com o movimento de realidades paralelas e que pulam com alegria dentro destas realidades e sabem como fazer isso e ensinam para os que querem aprender de coração aberto. O sentimento máximo são Todos e a ajuda é vinda de todas as partes e a proteção é uma só e importante neste sentido de divergências. Protegê-lo é o movimento de guerreiros da nova/velha visão universal de vida. Isso é algo que vem junto com aqueles que estão no movimento de despertar para a nova criação.O Tudo É Uma Coisa Só>O Teatro Mágico
Composição: Fernando Anitelli
"Porque eu tinha irmão, tinha irmã, tinha eh...eh...primas,primos, prima... tudo junto...né?Tudo assim que nem nóis tá aqui agora..."Tem hora que a gente se perguntaPor que é que não se junta tudo numa coisa só?Boneca, panela, chinelo, carroO nó que eu desamarro surge pra me dar um nóVocê aparece de repente e coloca em minha frente a dúvida maiorSe tudo que eu preciso se parece,Por que é que não se junta tudo numa coisa só?Tem hora que a gente se perguntaPor que é que não se junta tudo numa coisa só?Balaio... de domingo eu não saioDe bambu e corda... só se for pra rezarLuz... no cabelo e nos olhosNo sorriso do justo feito pra iluminarCruz... na parede e no púlpitoNas nossas costas de súbitoPesadas pra se carregarPorta... abre e fecha o caminhoO balaio eu carrego sozinhoE ilumino esta cruz com meu jeito de andar... porque...Tem hora que a gente se perguntaPor que é que não se junta tudo numa coisa só?"A gente fica meio... meio desencontrado do que a gente é... né?... se abusá não dá nem tempo de aprendê as coisa..."Mãe, primo, pai, avô, padrinhoZelador, juiz, vizinhoTio, cunhado, irmão, avóFamília é um assunto complicadoQuem não gosto mora ao lado e o mais velho mora sóPois traga um colchão aqui pra salaPor que é que não se junta tudo numa coisa só?Tem hora que a gente se perguntaPor que é que não se junta tudo numa coisa só?Poeta, ouvidor, desenhista, músico, malabarista...Comediante o que forTodo mundo procura um lugar, pra poder compartilhar...Da dor e da alegriaSarau em Arcoverde só de sexta venho aqui reivindicarEu quero isso todo diaSarau na Arcoverde só de sexta venho aqui reivindicarEu quero isso todo dia"Para os manos daqui... para os manos de lá!"Tem hora que a gente se perguntaPor que é que não se junta tudo numa coisa só?Católico, evangélico, budista, macumbeiro, corintianoEspírita ou ateuTodo mundo busca a paz interna, tâmo aqui pra ser lanternaFoi assim que Ele escreveuPalavras e palavras e palavrasE ainda acham que o deus do outro não pode ser meuTem horas que a gente se perguntaPor que é que não se junta tudo numa coisa só?Quando juntarmos você comigo...Cordão umbilical e umbigoA gente vai ser só umE até lá eu não vou caminhar mais sozinhoO distante será meu vizinhoE o tempo seráA hora que eu quiser!!! Oras!!!Tem horas que a gente se perguntaPor que é que não se junta tudo numa coisa só?"
Assinar:
Comentários (Atom)